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Sábado, Setembro 20, 2008
Há insetos no quintal de casa.
Há bicho peçonhento no batente da porta.
Há larvas na escada do prédio.
Há estrago no corredor que liga sua porta à minha.
Há um Buraco Negro no túnel que me leva a você.
Há uma interferência de Hz entre os pensamentos.
Há fibra de vidro em nosso diálogo.
Há luz?
Há luz?
Há desconforto.
Há confronto.
Há um fronte de guerra em campo de força.
Há querência.
Não há paciência.
Há vontade?
Há vontade?
Há um vazio.
Há um imenso vazio.
Há perguntas sem respostas.
Há desnorte.
Há inércia.
Há um treco rasgado dentro de mim.
- Agulha e linha?
se eu fosse um político a vida não seria assim.
ed motta
Quinta-feira, Setembro 18, 2008
novo vídeo no youtube
é só clicar!.
tá bonito!
Quarta-feira, Setembro 17, 2008
entrou em casa e
quase chamou um garçom,
achando que estava num botequim.
esfriou a cabeça num balde com água.
e todo o corpo
ficou gelado.
como
seus
pensa
mentos.
no pulo do penhasco
seus cabelos chicoteavam o ar.
mulher.
loira.
de olhos verdes.
35 anos e sete meses.
pula num balde d'água e
acorda no desconhecido.
Segunda-feira, Setembro 15, 2008
Sinto absoluto o dom de existir,
Não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
AMADO
Vanessa da Matta
Sábado, Setembro 13, 2008
vou rodando pra encontrar
o seu olhar
louco desvairar.
Sexta-feira, Setembro 12, 2008
Quarta-feira, Setembro 10, 2008
apêndice
1. Ninguém consegue fugir do erro que veio.
2. Poema é lugar onde a gente pode afirmar
que o delírio é uma sensatez.
3. A limpeza de um verso pode estar ligada a
um termo sujo.
4. Por não ser contaminada de contradições a
linguagem dos pássaros só produz gorjeios.
5. O início da voz tem formato de sol.
6. O dom de esculpir o orvalho só encontrei
na aranha.
7. Pelos meus textos sou mudado mais do que
pelo meu existir.
8. Não é por fazimentos cerebrais que se
chega ao milagre estético senão que por
instinto lingüístico.
9. Sabedoria pode ser que seja ser mais
estudado em gente do que em livros.
10. Quem se encosta em ser concha é que pode
saber das origens do som.
.por manoel de barros.
retrato do artista quand o coisa
um poema antigo.
postado em 15 de agosto de 2004.
recordando os velhos...
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NÃO TEM COERÊNCIA NENHUMA
NÃO TEM
COERÊNCIA
COERÊNCIA NENHUMA
NÃO TEM NÃO
NÃO TEM COERÊNCIA
PALAVRA REPETIDA
REPETIDA PALAVRA NÃO TEM COERÊNCIA
NÃO TEM COERÊNCIA
NÃO TEM COERÊNCIA
SUSPEITA NENHUMA
IMAGEM NÃO TEM QUERERES
NÃO TEM COERêNCIA
NENHUMA TEM COERÊNCIA
NINGUÉM-TODO-MUNDO-NINGUÉM
NÃO TEM COERÊNCIA NENHUMA COERêNCIA
NENHUMA
VACILO BACILO SEM NENHUMA
COERÊNCIA DIVINA(ESPÍRITO SANTO) NENHUMA
COERÊNCIAMÉM. NENHUMA
NÃO-TEM
NÃO TEM NENHUMA
SOLUÇO NÃO TEM
CORRENTE NENHUMA CORRENTE
NENHUMA CORRENTE NÃO TEM
COERÊNCIA NENHUMA PRISÃO
TEM COERÊNCIA
TEM COERÊNCIA NENHUMA
OF CORSE QUE NÃO TEM
NINHUMA NÃO
NIM-UMA COERêNSSIA
OCORRÊNCIA
CISRCUNSTANCIAL
CRUCIAL NENHUMA-NENHUMA
NIN(GUÉM) TÉM
NIN (EU) - NIN(NÔS)
NING-PING-PINCOE
NÃO TEMMESMO
NÃO TEM NENHUMA
COERÊNCIA NENHUMA
NÃO TEM
NING TEM COER NENH
NING COE NE
N T C N
N.
Terça-feira, Setembro 09, 2008
putz
putz
putáque
putaque
putaqueôpariu!
Choro Bandido
Edu Lobo / Chico Buarque
Mesmo que os cantores sejam falsos como eu
Serão bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo miseráveis os poetas
Os seus versos serão bons
Mesmo porque as notas eram surdas
Quando um deus sonso e ladrão
Fez das tripas a primeira lira
Que animou todos os sons
E daí nasceram as baladas
E os arroubos de bandidos como eu
Cantando assim:
Você nasceu para mim
Você nasceu para mim
Mesmo que você feche os ouvidos
E as janelas do vestido
Minha musa vai cair em tentação
Mesmo porque estou falando grego
Com sua imaginação
Mesmo que você fuja de mim
Por labirintos e alçapões
Saiba que os poetas como os cegos
Podem ver na escuridão
E eis que, menos sábios do que antes
Os seus lábios ofegantes
Hão de se entregar assim:
Me leve até o fim
Me leve até o fim
Mesmo que os romances sejam falsos como o nosso
São bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo sendo errados os amantes
Seus amores serão bons
Domingo, Setembro 07, 2008
Sobre a morte.
É a única certeza de todas.
Essa semana tive umas notícias de morte. Em muitos aspectos e sentidos.
Um câncer.
Um coração falido.
Dois corações despedaçados.
Uma certeza de que nada levará a lugar nenhum e o contracheque furado no final do mês. Dessas mortes todas, as únicas que não têm volta são a do câncer, e a do coração falido. Extinguiram-se. Pessoas queridas que pimba! Foram dessa pra outra e deixaram algumas pessoas desgovernadas por aqui, tentando a qualquer custo, colocarem suas vidas em curso. Aí, só o tempo mesmo...
Das outras mortes, aquelas dos corações e contracheque, fica a sensação de que é melhor deixar morrer aquilo que já foi, por algum motivo maior, decretado como morto, pois só aí haverá possibilidade de vida novamente. Nesses movimentos constantes a que nos colocamos em risco, sempre há algum tipo de salvação. Pena que em alguns casos, antes de ver as barbas de molho do santo Pedro, temos que bater um papo com o Diabo. E a conversa tem que ser muito convincente viu? Senão é capaz de, mesmo tendo bônus no céu, o Cramunhão te deixe lá por uns meses lavando de chamas o chão. Há quem prefira o Diabo à São Pedro e todo o algodão doce do céu. Se não estivéssemos falando de eternidade, confesso que até mesmo eu teria lá minhas dúvidas...
Continuo crendo que não há saída pro fim. Seja ele qual for. Um dia, como naqueles desenhos animados do Pica-Pau onde a morte bate à porta dele, ela também baterá na nossa. Inevitavelmente. E nós estaremos lá, prontos para sermos sugados rumo ao desconhecido. Rumo àquele lugar que todos dizem que deve ser lindo, mas que ninguém nunca voltou pra contar.
Mas não quero falar somente de morte nesse post. Na verdade essa história de Diabos e Cramunhões, é só uma introdução besta pro restante da história. Quero que, de tudo que morreu, levar comigo as boas histórias, gargalhadas, e momentos de cumplicidade. A felicidade por ter um coelho bobo, mas que faz a alegria só por ser bobo. Quero poder estar preparada para o desconhecido, pra que quando ela bater em minha porta, eu possa andar de mãos dadas com a morte, batendo um papo interessante na Lapa enquanto tomamos uma cerveja para ver o show da noite.
É possível que eu mate algumas coisas em minha vida. Já comecei a fazer isso. Mato por uma necessidade de existência feliz, já que a felicidade é uma das coisas que realmente valem a pena. E as felicidades são tantas...
Já pensei mil vezes em matar esse blog. Há dez minutos antes de escrever esse post, inclusive, estava pensando sobre isso. Já anunciei a morte do blog algumas vezes. Já tirei as informações do ar em outras, e sempre volto a escrever. Confesso que este lugar está morrendo aos poucos, como nós que vamos ficando velhos. Se isso acontecer, será por um dos dois motivos: ou eu parti dessa pra melhor, ou eu parti dessa pra melhor. Entenda como quiser.
Vida longa a todos nós.
Mas uma vida que realmente valha a pena!
Sexta-feira, Setembro 05, 2008
Fala
Secos & Molhados
Composição: João Ricardo / Luli
Eu não sei dizer
Nada por dizer
Então eu escuto
Se você disser
Tudo o que quiser
Então eu escuto
Se eu não entender
Não vou responder
Então eu escuto
Eu só vou falar
Na hora de falar
Então eu escuto
Fala
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